Isaac Newton na escola - O primeiro contato com os estudos

Diferente do que acontece nos dias de hoje, as pessoas não iam para a escola na infância, e sim na pré-adolescência.

Isto é, as que iam. A grande maioria da população na época de Isaac Newton, como simples camponeses, não recebiam instrução alguma na vida. Diversos membros da família de Newton eram analfabetos.

Como era Newton na escola ?

Um ano após sua mãe voltar a morar com ele, Isaac teve que se separar mais uma vez dela, pois já tinha 12 anos e estava na hora de ir para a escola, receber instruções e um pouco de cultura.
Isso porque sua família tinha condições financeiras para tal.

Mas logo um problema surgiu: a escola mais próxima era a King's School, em Grantham, e ficava a mais de 10km de distância do casarão dos Newton, em Woolsthorpe.
Obviamente, ele não iria para escola e voltaria todos os dias, pois era uma distância muito grande para se percorrer todos os dias (naquela época).

A solução foi morar na casa de alguém, viver como pensionista.
Então Newton foi morar com um boticário (uma espécie de farmacêutico, da época), chamado Clark, que já acomodava diversos outros estudantes em cômodos acima de sua farmácia.
Mas Newton sabia, mas o fato dele morar com Clark seria mais importante do que ir para a escola, em termos de aprendizado.
Isaac Newton na escola

Ao contrário do que muitos pensam, Isaac Newton não foi um aluno brilhante.

Pelo contrário, era bem preguiçoso. Conseguia se sair bem nos testes, mas não se esforçava nem brilhava nas aulas, era só mais um. Um estudante quieto, em ânimo para se dedicar muito ao grego, latim e teologia.

Na King's School, Isaac Newton escreveu seu nome em um parapeito da escola.
Esta assinatura ainda está lá nos dias de hoje e é possível ver, como é mostrado na imagem.

Newton, o autodidata - Como Isaac Newton se tornou um gênio

Ao contrário do que muitos pensam, que Newton nasceu um gênio e só é capaz de atingir tal genialidade tendo um dom, nascendo com aquilo, Newton não aprendeu muita coisa na escola, e tampouco era considerado gênio. Era mediano.

A "virada" na vida de Newton começou graças aos livros que ele achou na biblioteca do boticário Clark e de livros que ele encontrou na biblioteca de uma igreja.

Por conta própria, Isaac Newton passou a ler tudo que encontrava pela frente, e até mesmo tomou nota e anotou em vários cadernos tudo aquilo que ele achava interessante e importante.

Um dos primeiros livros que ele passou a estudar foi um que ensinava a fazer artesanatos e pequenas máquinas, como moinhos.
Ele passou a criar diversos artefatos, como moinhos de verdade, que giravam quando o jovem Isaac Newton colocava ratos para correrem.

Newton fazia relógios do sol e pipas (papagaios ou raias).
Isso pode parecer bobo e sem importância, mas como veremos ao longo da Biografia de Isaac Newton, pois ele passou a ter uma incrível capacidade de criar objetos com suas próprias mãos, além de ter se habituado a fazer desenhos das máquinas que ele criava.
Essas características foram marcantes e úteis durante toda sua vida profissional.

Este foi o primeiro contato de Newton com a ciência.
Ele não fez cálculos nem estudou teorias matemáticas ou fórmulas físicas, mas teve contato com as exatas ao criar tais mecanismos, e principalmente ao entender como eles funcionavam.

Newton e uma briga na escola que mudou sua vida

Ao ter interesse por tais invenções e mecanismos complexos, Newton acabou por se isolar dos colegas, uma vez que ninguém tinha interesse por aquilo, e muito menos o garoto Isaac tinha interesse no que seus colegas gostavam.
Isso só reforçou mais uma característica do jovem Newton: ele era solitário.
Não no sentido de ser triste ou depressivo, ele simplesmente era mais feliz em sua própria companhia.

Isaac Newton simplesmente queria continuar lendo seus livros, fazendo suas anotações e criando suas máquinas, sem ser perturbado. Mas infelizmente, ou felizmente, isso não ocorreu, e um evento mudou sua vida: uma briga de escola.

Sim, para quebrar de vez o mito do poderoso e perfeito gênio, como as pessoas o veem, Newton brigou na escola, com direito a socos, chutes e sangue.

Um garoto chamado Arthur Storer, que era enteado do boticário Clark, dono do local onde Newton morava como pensionista, atacou Isaac e desferiu um chute em sua barriga.
Briga boba de adolescentes.

O garoto tímido e quieto mudou, desafiou Arthur, que era mais forte que ele, para uma briga depois da escola (quem diria, não?).
Enfurecido, Newton atacou Arthur até não poder mais, e para completar, esfregou o rosto do garoto na parede da igreja-escola onde estudavam.

Newton e suas obsessões

Mas isso não foi suficiente para Newton.
Arthur era melhor que Newton na escola, nas aulas e participação. Então o jovem Isaac prometeu que iria ultrapassar e humilhar Arthur em todos os campos possíveis.
Para Newton não bastava ser bom e vencido na briga. Seu orgulho tinha sido ferido, sua calma tinha sido interrompida, então ele resolveu dar o troco para o mundo.

Isaac Newton passou a estudar de uma maneira obsessiva, o máximo que podia, o máximo de assunto possível, o máximo de tempo. Foi mera questão de tempo para ultrapassar Clark, ser o primeiro da classe e em seguida o primeiro do colégio.

Quando ele decidia algo, não apenas fazia.
Ele fazia de maneira obsessiva, quase doentia.
E foi assim durante os próximos anos. Estudando, lendo, fazendo anotações, construindo objetos, estudando mais e mais.

Para ajudar, na casa do boticário Clark existiam muitos livros sobre medicamentos, substâncias, misturas e coisas que nos lembram, atualmente, a Farmácia e Química.
O boticário simplesmente amava, ajudava e instigava o interesse do jovem Newton por tais estudos, que não se resumiam somente aquilo, mas a praticamente tudo que ele podia.

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